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O conceito da Internet das Coisas está associado diretamente ao cenário da Internet do Futuro chamado de cenário centrado nos objetos. Isso quer dizer que, o que nós chamamos de objetos reais, o que pode variar de um dispositivo móvel até um eletrodoméstico, estarão diretamente ligados à rede. Isso traz uma série de possibilidades inovadoras, nas quais os próprios objetos se comunicariam na rede sem a necessidade da intervenção humana, mas perante a arquitetura atual da rede, isto aparece como um desafio, destacadas as limitações da arquitetura e protocolos dominantes, principalmente a TCP/IP, já que cada objeto por exemplo poderia e deveria ter o seu próprio endereço na rede, o que proporciona um crescimento gigantesco de endereços se comparado ao que exite hoje.
*O que é?
**Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), refere-se a uma revolução tecnológica em um cenário centrado nos objetos interconectados. É o uso de sensores, atuadores e tecnologia de comunicação de dados montados em objetos físicos, de roupas a marca-passo, que permitem que os objetos sejam monitorados, coordenados ou controlados através de uma rede de dados ou da Internet.


Dentro deste conceito as tecnologias possíveis para esta integração envolvem desde à nova arquitetura da Internet, até os próprios meios de comunicação que os objetos devem usar para se comunicar com a rede, o que permeia até o meio das redes wireless.
*Motivação
**“Essa rede de objetos inteligentes abre caminho para uma nova leva de produtos e serviços com enorme potencial para modificar mercados e economias. As aplicações são tão amplas e diversas quanto seu poder disruptivo: implantes para monitoramento cardíaco, transponders para animais em fazendas, controles de estoque e de produção via RFID, automóveis com sensores incorporados, automação residencial, segurança e outros. Não somente inteligentes, os objetos também podem ser autônomos, agindo de acordo com contextos e semânticas específicas.” (MJV Technology & Innovation, 2015, Internet das coisas).
 
*Característica marcante
**Um dos elementos mais marcantes no IoT é o aumento no volume de informações que circulam pela internet, e que comunica máquinas com máquinas. Este último próximo do conceito de “M2M” (Machine to Machine), trazendo um cenário aonde há objetos capazes de “encapsular” conhecimento e transmitir dados para outros objetos sem intervenção humana, desencadeando também ações automáticas.
 
 
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= Barreiras da IoT =
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== Mercado ==
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*Muitos países não possuem condições necessárias para darem suporte rápido à IoT, principalmente à IIoT (Internet das Coisas Industrial). Por exemplo, Espanha, Itália, Brasil, Rússia e Índia possuem infraestrutura limitada, habilidades ou bases institucionais necessárias para apoiar a adoção generalizada dessas novas tecnologias. Além do mais, há a falta de compromisso com a IIoT ocorre em grande parte, à dificuldade de aplicá-la para obter novos fluxos de receita, “que culminaria no pleno potencial econômico da IIoT” (Paul Daugherty, CTO da Accenture). Muitas empresas acreditam que seriam prejudicadas nesse contexto e procuram se concentrar, com a IIoT, apenas no ganho de eficiência, redução de despesas e aumento da produtividade do funcionário.
 
*“A IoT, em relação ao Brasil, deve acrescentar US$ 352 bilhões à economia até 2022, de acordo com a CISCO” (2015).
 
 
== Segurança ==
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*O aumento excessivo da circulação de informações pessoais e de empresas propicia o surgimento de novos riscos de segurança e tipos de ataques. Para a empresa TechMag – DSI (Data, Security & Information) as empresas devem abordar três aspectos para implantarem métodos de segurança eficazes:
**Visibilidade: é preciso ver em tempo real as imagens de ameaças, aplicações, dispositivos e dados (incluindo as relações entre eles) para dar inteligência ao processo. Isso requer controles dinâmicos que promovam automação e análise que permitam decisões informadas.
**Consciência da ameaça: aprimoramento da capacidade para identificar ameaças (baseados no entendimento do comportamento normal e anormal), mapeamento dos indicadores de compromisso, tomada de decisões e resposta rápida. Isto exige superar a complexidade e a fragmentação dos ambientes.
**Ação: quando uma ameaça ou um comportamento anormal são identificados é necessário agir. Isso requer pessoas, processos e tecnologias trabalhando em conjunto.
 
 
= Aplicações =
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*A IoT possui três tipos de aplicações: captura de dados de um objeto (localização, valores de grandezas etc), a agregação de informações através de uma rede de dados e a ação sobre essa informação.
 
*Ela está presente em praticamente em todas as áreas em que o ser humano está inserido, como se pode ter uma ideia nos itens anteriores. Para uma melhor visualização das possíveis inovações da IoT, há um gibi: “Inspirando a Internet das Coisas” (link para download nas referências), desenvolvido por um grupo de pesquisadores de diversas universidades e empresas, que relata inúmeros cenários da vida cotidiana, sob a influência da IoT, desde o ambiente doméstico até questões de tráfego de veículos, em forma de histórias acompanhadas de comentários e críticas a respeito dessa revolução tecnológica. Há também o livro: “Internet das coisas, Design thinking e a ponte entre o mundo físico e o mundo da informação”, desenvolvido pela MJV Technology & Innovation, com o mesmo intuito que o gibi anterior.
 
 
= Tecnologia =
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* Comic Book
*A tecnologia da IoT varia desde etiquetas de identificação a sensores e atuadores complexos, variando de acordo com a aplicação ao qual será empregada. Exemplos:
** [[Arquivo:IT-ComicBook.pdf]]
**Etiquetas RFID (identificação por radiofrequência): dispositivos que utilizam o método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente. São utilizados na indústria dos meios de transporte, para identificação e segurança dos veículos, identificação animal e humano, na área comercial e outros.
**Machine-to-Machine (M2M): refere-se a tecnologias que permitem tanto sistemas com fio quanto sem fio a se comunicarem com outros dispositivos que possuam a mesma habilidade. Empregada nas áreas da saúde, segurança, automobilística, transporte etc.
**Micro-sistemas eletromecânicos (MEMS) e nano-sistemas eletromecânicos (NEMS): são dispositivos, em escala micro e nanométrica, capazes de desempenhar funções de sensoriamento, controle e atuação. Devido o aumento na produção dessa tecnologia, seu preço está caindo rapidamente. Graças a essas propriedades, eles estão sendo utilizados em quase todos os lugares, até em pessoas.
**Quantified Self: termo que envolve a utilização de sensores para monitorar o desempenho de exercícios físicos ou monitorar a saúde das pessoas, como os sensores wearable, que permitem aos consumidores controlar o número de milhas que correm, a sua frequência cardíaca e outros dados gerados durante o exercício, que podem então ser usados para gerenciar a saúde.  
**IPv6: protocolo de internet mais atual com uma quantidade maior de endereços disponíveis, possibilitando a conexão de um número maior de dispositivos à rede, acompanhando este crescimento exacerbado proporcionado pela IoT.
*Além disso, os provedores de tecnologia precisam concordar sobre os padrões (protocolos) que permitam a interoperabilidade entre os sensores, computadores e atuadores. Atualmente existem várias alternativas de protocolos, como: Open Interconnect Consortium (OIC), AllSeen Alliance e o Thread Group.
 
 
= Estado da arte =
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*Muitas já são as diferentes aplicações da IoT no cotidiano das pessoas, como:
**Genius Smart Lock: fechadura que utiliza o Wifi e o Bluetooth para bloquear e desbloquear a fechadura, tudo através de dispositivos móveis, mas que também funciona com chaves normais.
**Google Glass: é um dispositivo projetado pela Google e que conta com conexão via internet e possui várias funções como: ouvir músicas, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, tirar fotos, entre outras.
**NeuroOn: É um máscara que monitora sono a partir de horários. Com alguns ajustes ele acha buracos de horários livres do usuário e o ajuda descansar durante o dia.
*Há também o Nike FuelBand , geladeira inteligente da Electrolux, Smartwatch, tecnologias a base de M2M no ramo industrial, e outros.
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= Referências =
= Referências =
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Prazo: 12/03/2012
*Gibi: "Inspirando a Internet das Coisas". Disponível em: < http://its.org.br/internet-das-coisas/ >.
 
*Livro: "Internet das Coisas - Design thinking e a ponte entre o mundo físico e o mundo da informação". Disponível em: < http://conteudo.mjv.com.br/ebook/internet-das-coisas >.
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*Vídeo: "A Internet das coisas, explicada pelo NIC.br". Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=jlkvzcG1UMk >.
*Quantified Self. Disponível em: < http://quantifiedself.com/ >.
*Pesquisas na IoT. Disponível em: <http://ieeexplore.ieee.org/search/searchresult.jsp?newsearch=true&queryText=internet%20of%20things>.
*Fórum Brasileiro de IoT. Disponível em: < http://www.iotbrasil.com.br/ >.
*Questões do mercado da IIoT. Disponível em: < https://www.accenture.com/br-pt/company-potential-internet-of-things-government-business-support >.
*Internet das coisas nas indústrias do Brasil. Disponível em: < https://techinbrazil.com.br/internet-das-coisas-nas-industrias-do-brasil >.
*Desafios em segurança digital com a "Internet das Coisas". Disponível em: < http://www.techmag.com.br/novidades/os-desafios-em-seguranca-digital-com-a-internet-das-coisas/ >.
*Saiba como a Internet das Coisas vai impactar a sua vida. Disponível em: < http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=37644&sid=15#.U_4cgJUg_IU >.
*O que é M2M. Disponível em: < http://whatis.techtarget.com/definition/machine-to-machine-M2M >.
*O que é RFID. Disponível em: < http://www.rfid-coe.com.br/_Portugues/OqueERFID.aspx >.
*O que é o IPv6, em português claro. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=_JbLr_C-HLk >.

Edição atual tal como às 03h20min de 1 de setembro de 2015

Conceito


  • O que é?
    • Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), refere-se a uma revolução tecnológica em um cenário centrado nos objetos interconectados. É o uso de sensores, atuadores e tecnologia de comunicação de dados montados em objetos físicos, de roupas a marca-passo, que permitem que os objetos sejam monitorados, coordenados ou controlados através de uma rede de dados ou da Internet.
  • Motivação
    • “Essa rede de objetos inteligentes abre caminho para uma nova leva de produtos e serviços com enorme potencial para modificar mercados e economias. As aplicações são tão amplas e diversas quanto seu poder disruptivo: implantes para monitoramento cardíaco, transponders para animais em fazendas, controles de estoque e de produção via RFID, automóveis com sensores incorporados, automação residencial, segurança e outros. Não somente inteligentes, os objetos também podem ser autônomos, agindo de acordo com contextos e semânticas específicas.” (MJV Technology & Innovation, 2015, Internet das coisas).
  • Característica marcante
    • Um dos elementos mais marcantes no IoT é o aumento no volume de informações que circulam pela internet, e que comunica máquinas com máquinas. Este último próximo do conceito de “M2M” (Machine to Machine), trazendo um cenário aonde há objetos capazes de “encapsular” conhecimento e transmitir dados para outros objetos sem intervenção humana, desencadeando também ações automáticas.



Barreiras da IoT


Mercado


  • Muitos países não possuem condições necessárias para darem suporte rápido à IoT, principalmente à IIoT (Internet das Coisas Industrial). Por exemplo, Espanha, Itália, Brasil, Rússia e Índia possuem infraestrutura limitada, habilidades ou bases institucionais necessárias para apoiar a adoção generalizada dessas novas tecnologias. Além do mais, há a falta de compromisso com a IIoT ocorre em grande parte, à dificuldade de aplicá-la para obter novos fluxos de receita, “que culminaria no pleno potencial econômico da IIoT” (Paul Daugherty, CTO da Accenture). Muitas empresas acreditam que seriam prejudicadas nesse contexto e procuram se concentrar, com a IIoT, apenas no ganho de eficiência, redução de despesas e aumento da produtividade do funcionário.
  • “A IoT, em relação ao Brasil, deve acrescentar US$ 352 bilhões à economia até 2022, de acordo com a CISCO” (2015).


Segurança


  • O aumento excessivo da circulação de informações pessoais e de empresas propicia o surgimento de novos riscos de segurança e tipos de ataques. Para a empresa TechMag – DSI (Data, Security & Information) as empresas devem abordar três aspectos para implantarem métodos de segurança eficazes:
    • Visibilidade: é preciso ver em tempo real as imagens de ameaças, aplicações, dispositivos e dados (incluindo as relações entre eles) para dar inteligência ao processo. Isso requer controles dinâmicos que promovam automação e análise que permitam decisões informadas.
    • Consciência da ameaça: aprimoramento da capacidade para identificar ameaças (baseados no entendimento do comportamento normal e anormal), mapeamento dos indicadores de compromisso, tomada de decisões e resposta rápida. Isto exige superar a complexidade e a fragmentação dos ambientes.
    • Ação: quando uma ameaça ou um comportamento anormal são identificados é necessário agir. Isso requer pessoas, processos e tecnologias trabalhando em conjunto.


Aplicações


  • A IoT possui três tipos de aplicações: captura de dados de um objeto (localização, valores de grandezas etc), a agregação de informações através de uma rede de dados e a ação sobre essa informação.
  • Ela está presente em praticamente em todas as áreas em que o ser humano está inserido, como se pode ter uma ideia nos itens anteriores. Para uma melhor visualização das possíveis inovações da IoT, há um gibi: “Inspirando a Internet das Coisas” (link para download nas referências), desenvolvido por um grupo de pesquisadores de diversas universidades e empresas, que relata inúmeros cenários da vida cotidiana, sob a influência da IoT, desde o ambiente doméstico até questões de tráfego de veículos, em forma de histórias acompanhadas de comentários e críticas a respeito dessa revolução tecnológica. Há também o livro: “Internet das coisas, Design thinking e a ponte entre o mundo físico e o mundo da informação”, desenvolvido pela MJV Technology & Innovation, com o mesmo intuito que o gibi anterior.


Tecnologia


  • A tecnologia da IoT varia desde etiquetas de identificação a sensores e atuadores complexos, variando de acordo com a aplicação ao qual será empregada. Exemplos:
    • Etiquetas RFID (identificação por radiofrequência): dispositivos que utilizam o método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente. São utilizados na indústria dos meios de transporte, para identificação e segurança dos veículos, identificação animal e humano, na área comercial e outros.
    • Machine-to-Machine (M2M): refere-se a tecnologias que permitem tanto sistemas com fio quanto sem fio a se comunicarem com outros dispositivos que possuam a mesma habilidade. Empregada nas áreas da saúde, segurança, automobilística, transporte etc.
    • Micro-sistemas eletromecânicos (MEMS) e nano-sistemas eletromecânicos (NEMS): são dispositivos, em escala micro e nanométrica, capazes de desempenhar funções de sensoriamento, controle e atuação. Devido o aumento na produção dessa tecnologia, seu preço está caindo rapidamente. Graças a essas propriedades, eles estão sendo utilizados em quase todos os lugares, até em pessoas.
    • Quantified Self: termo que envolve a utilização de sensores para monitorar o desempenho de exercícios físicos ou monitorar a saúde das pessoas, como os sensores wearable, que permitem aos consumidores controlar o número de milhas que correm, a sua frequência cardíaca e outros dados gerados durante o exercício, que podem então ser usados para gerenciar a saúde.
    • IPv6: protocolo de internet mais atual com uma quantidade maior de endereços disponíveis, possibilitando a conexão de um número maior de dispositivos à rede, acompanhando este crescimento exacerbado proporcionado pela IoT.
  • Além disso, os provedores de tecnologia precisam concordar sobre os padrões (protocolos) que permitam a interoperabilidade entre os sensores, computadores e atuadores. Atualmente existem várias alternativas de protocolos, como: Open Interconnect Consortium (OIC), AllSeen Alliance e o Thread Group.


Estado da arte


  • Muitas já são as diferentes aplicações da IoT no cotidiano das pessoas, como:
    • Genius Smart Lock: fechadura que utiliza o Wifi e o Bluetooth para bloquear e desbloquear a fechadura, tudo através de dispositivos móveis, mas que também funciona com chaves normais.
    • Google Glass: é um dispositivo projetado pela Google e que conta com conexão via internet e possui várias funções como: ouvir músicas, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, tirar fotos, entre outras.
    • NeuroOn: É um máscara que monitora sono a partir de horários. Com alguns ajustes ele acha buracos de horários livres do usuário e o ajuda descansar durante o dia.
  • Há também o Nike FuelBand , geladeira inteligente da Electrolux, Smartwatch, tecnologias a base de M2M no ramo industrial, e outros.



Referências