Conceito de Rigidez Dielétrica


  • A rigidez dielétrica é uma propriedade intrínseca do material analisado. Pode ser obtida experimentalmente posicionando duas placas paralelas com o dielétrico entre elas, e submetendo esse dielétrico a uma variação no potencial, quando esse dielétrico passar a conduzir corrente, teremos o valor da rigidez dielétrica do material.
  • A rigidez é um número escalar, e pode ser expresso por:

[R] = [kV]/[mm] Um fato curioso a cerca da rigidez dielétrica é que não existe uma fórmula para determiná-la, a determinação é feita exclusivamente por dados obtidos experimentalmente.


Principais Materiais


  • Como principais mateiriais podemos citar:
    • Policloreto de vinilo (PVC): 18 kV/mm
    • Polietileno de alta densidade: >22 kV/mm
    • Polietileno de baixa densidade: >20 kV/mm
    • Ar 3 kV/mm
    • Baquelite 24 kV/mm
    • Borracha de Neopreno 12kV/mm
    • Nylon 14 kV/mm
    • Papel 16kV/mm
    • Polistireno 24kV/mm
    • Quartzo 8 kV/mm


Importância



  • Ao fazermos as considerações sobre as importâncias da rigidez dielétrica basta tomarmos uma situação qualquer onde ela não existe para verificarmos sua necessidade.
  • Tomemos por exemplo um circuito elétrico qualquer, esse circuito só não possui interferências exteriores e até interiores exatamente pela existência da rigidez dielétrica dos materiais, uma placa de circuito impresso por exemplo, é formada por uma camada de material dielétrico, como fenolite, fibra de vidro, fibra de poliéster ou qualquer polímero (exatamente por esses mesmos polímeros apresentarem rigidez dielétrica considerável), e uma fina camada de cobre, prata, ouro ou qualquer material condutor.


  • Esse circuito só é funcional pois em algum momento foi considerada a rigidez dielétrica dos polímeros e foi feito cálculos para determinar que a distância entre um trecho do circuito preenchida por polímero é suficiente para impedir que aconteça a ruptura dielétrica.


Raios



  • Definição:
    • Os raios são descargas elétricas entre o céu e a superfície.


  • Porque?
    • Os raios acontecem porque em uma tempestade existe um arranjo de nuvens eletrizadas negativamente em baixo e nuvens eletrizadas positivamente em cima, tendo assim um campo elétrico entre elas
    • Além disso, a nuvem eletrizada negativamente fará a indução de uma carga positiva na superfície, estabelecendo também entre a nuvem eletrizada negativamente e a superfície um campo elétrico. Com o passar do tempo as cargas se concentrarão e teremos então um campo elétrico de alta magnitude capaz de romper a rigidez dielétrica do ar.
    • Nesse momento pode-se criar uma enorme centelha elétrica entre a nuvem e a superfície, ou entre as nuvens, criando o que chamamos de "relâmpago". Com isso temos também o aquecimento do ar, que formará uma onda sonora que se propagará e tornará possível que escutemos o relâmpago.



  • Pára-Raios
    • Os pára-raios foram inventados pelo cientista Benjamin Franklin, que notou que os raios nada mais eram que uma centelha em enormes proporções, parecida com aquelas que ele observava em seu laboratório.
    • Assim, para comprovar que os raios eram como centelhas, o cientista tomou uma pipa e a empinou a fim de levar um fio condutor próximo das nuvens, então ele observou que eletricidade estava passando por este fio, sabendo assim que havia campo elétrico nas nuvens e que os raios eram exatamente como suspeitava, centelhas.
    • Quando descobriu isso, Benjamin Franklin uniu o conceito de poder das pontas e criou o pára-raios, um dispositivo que consiste em uma antena com uma ou várias pontas, tornando o campo elétrico entre a ponta e a nuvem mais elevado, facilitando que nele ocorra o fenômeno da centelha.


Corrente de Fuga


  • As correntes de fuga são exatamente consequência de uma aproximação entre dois condutores.
    • No caso de um circuito elétrico, quando aproximamos muito dois condutores podemos romper a rigidez dielétrica do material que separa os condutores criando assim um curto-circuito, alterando as propriedades do circuito e podendo perder energia.
    • Um outro exemplo de correntes de fuga são os arcos elétricos em subestações, que ocorrem exatamente pela aproximação de dois condutores que submetem o material dielétrico (na maioria dos casos o ar, a um campo elétrico, dependendo da distância esse campo é capaz de romper a rigidez dielétrica do material, causando danos a rede ou apenas perda na qualidade da energia.
    • Tambem temos casos de corrente de fuga em automóveis, pois os dispositivos ficam muito próximos, o que pode ocasionar na corrente de fuga.


Vídeos




Questões


  • 01. O que um capacitor útil deve conter?
  • 02. Como um capacitor normalmente é especificado?