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Edição das 02h25min de 11 de setembro de 2011

BTS (Base transceiver station)

Uma estação transceptora base (BTS) ou site da célula é um equipamento que possibilita a comunicação sem fio entre equipamentos de usuário (UE) e uma rede. UEs são dispositivos como telefones celulares, computadores com ligação à Internet sem fio, Wi-Fi e WiMAX, etc. A rede pode ser de qualquer uma das tecnologias de comunicação sem fio, como GSM, CDMA, WLL, WAN, WiFi, WiMAX, etc.


A BTS está conectada a uma central de Comutação e Controle (CCC) que tem interconexão com o serviço telefônico fixo comutado (STFC) e a outras CCC´s, permitindo chamadas entre os terminais celulares e deles com os telefones fixos comuns.


A BTS provê as conexões de interface aérea com a MS (Mobile Station). Basicamente, os elementos que formam a BTS são:

- Hardware de radiofrequência;
- Antenas;


No projeto de instalação de uma BTS típica, os seguintes elementos são considerados:

- Local onde será implantada a estação;
- Infra-estrutura para a instalação dos equipamentos de telecomunicações, incluindo a parte civil, elétrica, climatização e energia CC com autonomia em caso de falta de energia através de baterias e em alguns casos um grupo de motores geradores (GMG);
- Torre para colocação de antenas para a comunicação com os terminais móveis e enlace de rádio ou outro meio de transmissão para a CCC;
- Equipamentos de Telecomunicações.


A BTS é também referida como estação rádio base (RBS) no sistema TDMA e como node-B (em redes 3G) ou, simplesmente, a estação base (BS). Para a discussão do padrão LTE o termo eNB é amplamente utilizado para a abreviação do termo node-B.

A BTS nas Comunicações Móveis

Uma rede GSM é composta por três subsistemas:

- O subsistema de rede e de comutação (NSS) - compreendendo uma MSC e os seus registros associados;
- O subsistema de estação base (BSS) - compreendendo uma BSC e várias BTS´s;
- As operações dos sistemas de suporte - para a manutenção da rede.


Embora o termo BTS possa ser aplicado a qualquer um dos padrões de comunicação sem fio, ele é geral e comumente associado com tecnologias de comunicação móvel como GSM e CDMA. A este respeito, a BTS faz parte do subsistema de estação base (BSS), sendo a evolução para a gestão do sistema. Ela também pode ter equipamento para criptografar e descriptografar comunicações, ferramentas de espectro de filtragem (filtros passa-banda),etc. Antenas também podem ser consideradas como componentes da BTS em um sentido geral, facilitando o funcionamento da BTS. Normalmente, uma BTS terá vários transceptores (TRXs) que lhe permitem servir várias frequências diferentes e diferentes setores da célula (no caso das estações de base setorizada). A BTS é comandada por um controlador de estação base pai através da função de controle de estação base (BCF). O BCF é implementado como uma unidade discreta ou mesmo incorporados em um TRX em estações de base compacta. A BCF fornece uma conexão de operações e manutenção (O & M) para o sistema de gerenciamento de rede (NMS), ele gerencia estados operacionais de cada TRX, bem como a movimentação de software e coleta de alarmes. A estrutura básica e funções da BTS continuam as mesmas, independentemente das tecnologias sem fio.

Tipos de BTS´s

As estações possuem basicamente dois tipos de BTS´s, conforme a seguir:

- Greenfield => São instaladas em terrenos, ou seja, no solo;
- Roof Top => São instaladas em pavimentos de cobertura de edifícios.


Ambas as estações podem utilizar equipamentos de telecomunicações "indoors" (dentro de compartimentos), cujas características de fabricação determinam a necessidade de uma infra-estrutura de climatização, como também podem utilizar equipamentos "outdoors" (fora de compartimentos), que são unidades autônomas, previamente concebidas para exposição ao ar livre e dimensionadas para obter uma ventilação apropriada.

Etapas de Implantação de uma BTS

A implantação de uma BTS é um processo complexo pois implica em atender uma série de objetivos multidiciplinares e muitas vezes difíceis de conciliar. Este quadro é agravado quando se implanta uma rede nova com grande quantidade de BTSs e com um prazo reduzido.


Uma vez definida as necessidades de implantação de um sistema celular novo ou a expansão de um sistema existente pela implantação de uma BTS ou conjunto de BTS o passo inicial é a elaboração do projeto de RF que irá estabelecer as especificações para a localização do site, equipamento e altura das antenas.


Inicia-se então o processo de implantação da ERB cujas principais etapas são:


  • Site Acquisition


Nesta etapa são feitos a seleção e negociação do local para a implantação da BTS, elaborados os projetos da infra-estrutura e dado início ao processo de obtenção de licenças para implantação da BTS.

Esta etapa é a mais complexa e de difícil execução pois implica em selecionar e negociar um local (site) para implantação da ERB que atenda uma série de objetivos muitas vezes difíceis de conciliar como:

   Localização ótima do ponto de vista do projeto de RF de forma a otimizar a cobertura do sistema celular.
   Visada para enlace rádio de comunicação com a CCC ou disponibilidade outro meio de comunicação como fibra óptica.
   Local disponível para compra ou aluguel de longo prazo, com documentação e a preços acessíveis.
   Possibilidade de Atendimento da legislação local para obtenção de licenças junto a prefeitura e demais órgãos federais, incluíndo a Anatel.
   Evitar altos custos de implantação civil principalmente no item fundações e reforços estruturais.
   Prazo de implantação.

Esta etapa implica na execução das seguintes atividades que ocorrem muitas vezes de forma simultânea.


Busca


O projeto de RF produz um “search ring” que delimita uma área para procura do site e serve de base para a seleção de locais onde se possa implantar a ERB. Normalmente procura-se selecionar 3 (três) locais candidatos para implantação de uma ERB.


Qualificação


Os três candidatos selecionados passam por um processo de avaliação de forma a que sejam aceitos ou rejeitados e ordenados em termos de prioridade. Esta avaliação implica em verificar premissas como:

   Acessibilidade
   Fornecimento de Energia
   Implantação civil e legalizações
   Cobertura de RF e interferências
   Visada de TX e interferências

Negociação


Uma vez definidos os candidatos e verificada a documentação legal do imóvel passa-se a negociar com o proprietário do imóvel um contrato de compra ou locação.


Licenças e Autorizações


Aspectos legais podem ser em muitos casos os maiores responsáveis por atrasos na implantação das ERBs devido a inexistência de legislação em muitas prefeituras e a pressões da vizinhança temerosa de ver o seu imóvel desvalorizado pela presença de uma torre de celular.


Mencionamos abaixo alguns dos projetos para aprovações junto aos órgãos competentes que deverão ser observados e cujos processos deverão ser encaminhados aos respectivos órgãos:

   Arquitetura junto a Prefeitura Municipal;
   Combate a Incêndio junto ao Corpo de Bombeiros;
   Ligação de água e esgoto junto à Concessionária Local;
   Entrada e medição de energia junto à Concessionária Local;
   Telefonia fixa junto à Concessionária Local;
   Torre junto ao Ministério da Aeronáutica;
   Licenciamento da Estação junto a Anatel incluindo relatório de conformidade de radiação eletromagnética.

A lei 11934/09, editada em 05 de maio de 2009, dispõe sobre limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos, e aplica-se aos projetos de implantação de ERBs. Essa lei regula a emissão de campos eletromagnéticos das estações de radiocomunicação, e indica procedimentos que devem ser considerados tanto no projeto das estações, como durante a sua fase de teste, homologação e operação.