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Edição das 23h11min de 14 de setembro de 2016
Ciclo de vida em Espiral
- O modelo em Espiral foi definido por Barry Boehm em seu artigo de 1988 "A Spiral Model of Software Development and Enhancement.
- O objetivo do modelo é prover um metamodelo que acomode diversos processos específicos.
- Adaptar às necessidades específicas de desenvolvedores ou às particularidades do software aos modelos vistos anteriormente.
- Modelo que combina vantagens de conceitos como Top-down e Botton-up.
O Modelo Espiral
A idéia de modelo em espiral é:
2
ideia original do modelo em espiral é que, em cada iteração, devem ocorrer as seguintes atividades:
1. Determinação dos objetivos.
2. Avaliação e redução de riscos.
3. Desenvolvimento e validação.
4. Planejamento da próxima iteração.
Cada loop na espiral de Boehm é uma fase do processo e cada quadrante é chamado também de setor.
O objetivo do modelo espiral é prover um metamodelo que pode acomodar diversos processos específicos. Isto significa que podemos encaixar nele as principais características dos modelos vistos anteriormente, adaptando-os a necessidades específicas de desenvolvedores ou às particularidades do software a ser desenvolvido. Este modelo prevê prototipação, desenvolvimento evolutivo e cíclico, e as principais atividades do modelo cascata.
Conceito de Processos de Software
Sua principal inovação é guiar o processo de desenvolvimento gerado a partir deste metamodelo com base em análise de riscos e planejamento que é realizado durante toda a evolução do desenvolvimento. Riscos são circunstâncias adversas que podem surgir durante o desenvolvimento de software impedindo o processo ou diminuindo a qualidade do produto. São exemplos de riscos: pessoas que abandonam a equipe de desenvolvimento, ferramentas que não podem ser utilizadas, falha em equipamentos usados no desenvolvimento ou que serão utilizados no produto final, etc. A identificação e o gerenciamento de riscos é hoje uma atividade importantíssima no desenvolvimento de software devido à imaturidade da área e à falta de conhecimento, técnicas e ferramentas adequadas.
Descrição do ciclo de vida em Espiral
O modelo espiral descreve um fluxo de atividades cíclico e evolutivo constituído de quatro estágios.
- No estágio 1 devem ser determinados objetivos, soluções alternativas e restrições.
- No estágio 2, devem ser analisados os riscos das decisões do estágio anterior. Durante este estágio podem ser construídos protótipos ou realizar-se simulações do software.
- O estágio 3 consiste nas atividades da fase de desenvolvimento, incluindo design, especificação, codificação e verificação. A principal característica é que a cada especificação que vai surgindo a cada ciclo - especificação de requisitos, do software, da arquitetura, da interface de usuário e dos algoritmos e dados - deve ser feita a verificação apropriadamente.
- O estágio 4 compreende a revisão das etapas anteriores e o planejamento da próxima fase. Neste planejamento, dependendo dos resultados obtidos nos estágios anteriores - decisões, análise de riscos e verificação, pode-se optar por seguir o desenvolvimento num modelo Cascata (linear), Evolutivo ou Transformação. Por exemplo, se já no primeiro ciclo, os requisitos forem completamente especificados e validados pode-se optar por seguir o modelo Cascata. Caso contrário, pode-se optar pela construção de novos protótipos, incrementando-o, avaliando novos riscos e replanejando o processo.
Imagem mostrando um exemplo
http://www.tutorialspoint.com/pg/software_engineering/software_development_life_cycle.htm
Vantagens
Vantagens:
- Possibilidade de combinar o modelo espiral com outros modelos de ciclo de vida;
- Ajuda a aumentar a qualidade pelo planejamento e análise dos riscos em cada fase;
- Maior visibilidade para a gerência, sobretudo na gerência de riscos.
- Inclui interações
- Reflete as práticas reais da engenharia atual
- Apresenta uma abordagem sistemática
- Estimativas (por exemplo: cronogramas) tornam-se mais realísticas com o progresso do trabalho, porque problemas importantes são descobertos mais cedo.
- É mais versátil para lidar com mudanças (sempre inevitáveis) que desenvolvimento de software geralmente exigem.
- Engenheiros de software (que sempre estão impacientes com alongamento da fase de projeto) podem começar o trabalho no sistema mais cedo.
Desvantagens
Desvantagens:
- Gerência de processo mais complexa;
- Necessidade de maior experiência da equipe de desenvolvimento, sobretudo dos responsáveis pela gerência;
- Maior experiência da equipe e maior esforço para o desenvolvimento podem aumentar consideravelmente os custos.
Referências bibliográficas
http://engenhariadesoftware.blogspot.com.br/2007/03/o-modelo-espiral.html?m=1
http://www.diegomacedo.com.br/modelos-de-ciclo-de-vida/
http://www.itnerante.com.br/m/blogpost?id=1867568%3ABlogPost%3A350825