Sem resumo de edição
Sem resumo de edição
Linha 137: Linha 137:


- ROCHA, Antônio José Dourado –Perfil Analítico de Chumbo. Rio de Janeiro:  Departamento Nacional de Produção Mineral
- ROCHA, Antônio José Dourado –Perfil Analítico de Chumbo. Rio de Janeiro:  Departamento Nacional de Produção Mineral
= Aplicações =
<br>


= Curiosidades =
= Curiosidades =

Edição das 18h16min de 7 de julho de 2014

CHUMBO

Histórico

O chumbo é o metal pesado mais abundante na crosta terrestre. Sua utilização data de épocas pré-históricas tendo sido amplamente mobilizado desde então. Há uma longa história sobre a intoxicação pelo chumbo nos alimentos e bebidas. No Império Romano era comum devido ao fato de serem os canos feitos de chumbo, assim como os vasos onde se guardavam os vinhos e alimentos. A intoxicação ocupacional foi primeiramente pronunciada em 370 a.C. Foi comum entre os trabalhadores do século XIX e início do século XX (como pintores, encanadores e outros). Em 1883 foi feita, na Inglaterra, a primeira legislação com relação à proteção de trabalhadores expostos, devido à morte de diversos empregados de empresas de chumbo em 1882. Muitas pesquisas foram feitas nos últimos 30 anos avaliando as concentrações de chumbo no sangue e seus efeitos. Assim, têm-se descoberto distúrbios com concentrações cada vez menores. Atualmente, o público mais afetado está localizado nos países mais pobres, representando minorias populacionais desfavorecidas.

O chumbo cujo símbolo é Pb, é um metal cinzento-azulado brilhante, - não elástico, - o chumbo é suficientemente mole para ser cortado com uma faca, porém impurezas como o antimônio, arsênio, cobre ou zinco tornam-no muito duro, - dúctil (material que suportar a deformação plástica, sob a ação de cargas, sem se romper ou fraturar, um material dúctil é aquele que se deforma sob tensão cisalhante), - maleável (pode ser moldado por deformação), - trabalhável a frio, - razoável condutor de calor e eletricidade, - possui condutibilidade térmica, - coeficiente de expansão térmica linear de 29x10-6/1°C, e aumento em volume (20°C ao ponto de fusão) de 6,1%. - densidade de 11.340 kg/m3

	- dureza de 1.5,

- permeabilidade magnética relativa µr de 0,999983, - peso específico 11,37, baixo ponto de fusão (327°C), peso atômico 207,2 e ponto de ebulição a 1.717°C, emitindo, antes desta temperatura, vapores tóxicos.

O chumbo é resistente à oxidação atmosférica e ao ataque dos ácidos clorídrico ou sulfúricos diluídos, mas é rapidamente dissolvido pelo ácido nítrico. O ácido acético tem ação solvente sobre o chumbo metálico não sendo indicado o seu uso para fins culinários em recipientes que contenham chumbo, pois os alimentos podem contaminados com os compostos do metal. O chumbo tem a propriedade singular de absorver radiações de ondas curtas, tais como, as emanações do rádio ou produzidas pelo raio-X. Possui, também, boas propriedades de antifricção a certas ligas. As características demonstradas e a facilidade de combinar com outros elementos, fazem do chumbo um dos metais de maior emprego na indústria moderna, tanto puro, como sob a forma de composto, é um dos principais metais do grupo dos não-ferrosos. Embora a presença do chumbo na crosta terrestre seja de apenas 0,002%, ocorrem jazidas em várias partes da terra, que são exploradas com teor de 3%. O chumbo raramente é encontrado no seu estado natural, mas sim, em combinações com outros elementos, e sendo os mais importante minérios a galena (PbS), cerussita (PbCO3), anglesita (PbSO4), piromorfita, vanadinita, crocroíta e a wulfenita. A galena, é um sulfeto de chumbo (Pb = 86,6% e S = 13,4%), geralmente ocorre associada com a prata, é o seu mineral–minério mais importante. O zinco, o cobre, o ouro e antimônio são outros metais que, por vezes, aparecem associados ao chumbo.

A produção do chumbo metálico é realizada genericamente em três etapas. A primeira é o beneficiamento do mineral para eliminação de impurezas e pré-concentração, a segunda e a terceira envolvem o aquecimento do mineral a altas temperaturas (sinterização e fundição, respectivamente), transformando o sulfeto de chumbo em óxido de chumbo e posteriormente em chumbo metálico. O PbS é parcialmente oxidado pela passagem de ar através do material aquecido. Depois de um tempo o fornecimento de ar é interrompido mantendo-se o aquecimento. Nessas condições ocorre uma reação de auto-redução da mistura.

3PbS aquecimento na presença de ar PbS + 2 PbO

                                                                  aquecimento na ausência de ar    3Pb (líquido) + SO2 (gás)


Reservas

As maiores reservas de chumbo encontram-se nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Perú e México – que são também os maiores produtores. No Brasil, a produção se iniciou na Bahia - maior produtor do país – com a extração da galena (com concentração de prata por volta de 2,5Kg por tonelada do minério). As propriedades que cercam o chumbo são de grande valor no mercado. Tais propriedades permitem seu uso em variadas tecnologias, como a fabricação de lâminas ou canos de alta flexibilidade e resistência, em soldas e revestimentos na indústria automotiva, em placas protetoras contra radiações ionizantes (p.ex. raios X), em ligas metálicas, revestimento de cabos, tintas, pigmentos e aditivos plásticos. Atualmente o principal uso do metal, cerca de 80% da produção mundial, se concentra na fabricação de baterias de chumbo-ácido para automóveis. Essas baterias são constituídas por placas de chumbo metálico e podem ser recarregadas por funcionarem por meio de reações químicas reversíveis.



Composto Usos Acetato de chumbo Inseticida, impermeabilizante, verniz, pigmento Brometo de chumbo Aditivo de plástico, catalisador de fotopolimerização Cromato de chumbo Pigmento de tintas, borracha, plástico, cerâmica Iodeto de chumbo Ligas metálicas, tintas para impressão, fotografia Nitrato de chumbo Fixador em corantes, sensibilizador para fotografia, explosivos Óxido de chumbo Baterias e acumuladores, cerâmicas, esmaltes, tintas, vernizes Sulfato de chumbo Baterias e acumuladores


Efeitos à saúde Humana

O chumbo é extremamente tóxico ao organismo se exposto em doses elevadas. Por isso, a quantidade de chumbo nos alimentos que consumimos não pode extrapolar certos limites: como as aves, que não podem possuir mais que 1mg de chumbo a cada quilograma de carne. Encontram-se relatos da contaminação de pessoas expostas e dos efeitos tóxicos associados, normalmente relacionados aos sistemas nervoso, hematológico, cardiovascular e renal.


[[Arquivo:]]


As principais vias de exposição são a oral, inalatória e cutânea. A ingestão é a principal via de exposição para a população em geral, sendo especialmente importante nas crianças. No caso da exposição ocupacional a via de maior importância é a inalação. Contudo, os efeitos tóxicos são os mesmos, qualquer que seja a via de exposição. O chumbo absorvido é transportado pelo sangue e distribuído por três compartimentos: • Sangue; • Tecidos mineralizados (ossos e dentes); • Tecidos moles (fígado, rins, pulmões, cérebro, baço, músculos e coração).

Para o ser humano, o chumbo pode causar os seguintes malefícios: • Anemia; • Aumento da pressão sanguínea; • Danos aos rins; • Abortos; • Deformações ao feto a partir da placenta da mãe;

A possibilidade de existência de cânceres através da contaminação por Chumbo é bastante discutida, mas os estudos são ainda inconclusivos. Todavia, a melhor forma de evitar uma possível contaminação é não manter contato expressivo com o metal. A exposição ocupacional ainda é uma forma de contaminação significativa em muitos países para trabalhadores de fundições, refinarias e atividades de reciclagem do metal. Devido ao transporte de resíduos contendo chumbo do local de trabalho para casa, por meio de roupas, sapatos e cabelos, existe a possibilidade de contaminação de pessoas próximas a esses trabalhadores. Outras fontes importantes de exposição da população ao chumbo são os alimentos enlatados e as bebidas armazenadas em barris que contenham chumbo nas soldas. Alguns países têm reduzido ou eliminado o uso dessas soldas. No Brasil, uma lei federal proíbe que as tintas para fabricação de brinquedos contenham mais que 0,06% de chumbo em sua formulação. Muitas empresas já eliminaram o uso do chumbo há algum tempo. No entanto, ainda existem brinquedos fabricados com tintas à base de chumbo, principalmente aqueles importados da Ásia ou de procedência desconhecida.


Prevenção

1. Substituição por substâncias menos tóxicas: substituição das tintas à base de carbonato de chumbo (chumbo branco) ou óxidos de chumbo (chumbo vermelho) por outras livres de chumbo;

2. Planejamento de novas plantas ou processos industriais: o encapsulamento e outros métodos de isolamento previnem a dispersão dos fumos e poeiras. A mecanização e a automação reduzem o número de trabalhadores expostos, e geralmente impede a liberação do chumbo para a atmosfera;

3. Ventilação: apesar de a poeira de chumbo ser mais pesada do que o ar, pequenas partículas de chumbo podem permanecer em suspensão por longos períodos. Por isso, é mais eficaz posicionar a coifa exaustora acima do que abaixo do processo industrial;

4. Medidas gerais: devem existir locais adequados para lavagem, incluindo pias, chuveiros, e cada empregado deve utilizar roupas e protetores adequados;

5. Monitoração do chumbo no ar. As medições do chumbo no ar devem ser realizadas a cada seis meses.


Curiosidades

• Chumbo em excesso acarreta loucura.

• Só dá para detectar desnível nas taxas de minerais fazendo exame. Mas se existir excesso de chumbo, a língua fica azulada na lateral e o lábio, por dentro, também.

• Antigamente as massinhas de modelar que eram brinquedos das crianças eram feitas de chumbo. Hoje é proibido.

• Alguns dos enlatados utilizam o chumbo na borda que fecha a latinha. Na latinha de cerveja essa borda é de alumínio.

• Todo escurecedor de cabelo leva chumbo. É proibido, só que as indústrias escamoteiam, e a fórmula não inclui esse dado.

• O chumbo tem o número atômico mais elevado entre todos os elementos estáveis (Isso é bom para blindagem!). Durante muito tempo se tem empregado o chumbo como manta protetora para os aparelhos de Raio-X. Em virtude das aplicações cada vez mais intensas da energia atômica, torna-se cada vez mais importante as aplicações do chumbo na blindagem contra a radiação. É também utilizado no transporte e armazenamento de produtos radioativos (inclusive o lixo radioativo, proveniente de usinas nucleares).

• Um conjunto de cerca de 70 livros – cada um com entre 5 e 15 “folhas” de chumbo presas por aros de chumbo – foi aparentemente descoberto em um vale remoto e árido no norte da Jordânia, entre 2005 e 2007 após uma enchente.


Bibliografia

- http://pt.scribd.com/doc/91381542/5/Fontes-de-ocorrencia-e-obtencao

- http://www.icz.org.br/chumbo.php

- http://www.crq4.org.br/a_importancia_do_chumbo_na_historia

- http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e08220.html

- http://proex.reitoria.unesp.br/informativo/WebHelp/2004/edi__o57/chumbo.htm

- http://www.coladaweb.com/quimica/eletroquimica/as-baterias-de-chumbo-e-o-meio-ambiente

- LEE, John David. D. Química Inorgânica: não tão concisa. 5 ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1999. p 202.

- Ministério de Minas e Energia. Secretária de Minas e Metalurgia. Anuário Estatístico: Setor Metalúrgico. Brasília, Anos 1990/1994 –Brasília, SMM, 1995. 27,3 cm. 101p. anual

- Mineração no Brasil: Previsão de Demanda e Necessidade de Investimento – Brasília: SMM, 2000.

- Produção Mineral - DNPM, 1973.

- ROCHA, Antônio José Dourado –Perfil Analítico de Chumbo. Rio de Janeiro: Departamento Nacional de Produção Mineral

Curiosidades



• Chumbo em excesso acarreta loucura.

• Só dá para detectar desnível nas taxas de minerais fazendo exame. Mas se existir excesso de chumbo, a língua fica azulada na lateral e o lábio, por dentro, também.

• Antigamente as massinhas de modelar que eram brinquedos das crianças eram feitas de chumbo. Hoje é proibido.

• Alguns dos enlatados utilizam o chumbo na borda que fecha a latinha. Na latinha de cerveja essa borda é de alumínio.

• Todo escurecedor de cabelo leva chumbo. É proibido, só que as indústrias escamoteiam, e a fórmula não inclui esse dado.

• O chumbo tem o número atômico mais elevado entre todos os elementos estáveis (Isso é bom para blindagem!). Durante muito tempo se tem empregado o chumbo como manta protetora para os aparelhos de Raio-X. Em virtude das aplicações cada vez mais intensas da energia atômica, torna-se cada vez mais importante as aplicações do chumbo na blindagem contra a radiação. É também utilizado no transporte e armazenamento de produtos radioativos (inclusive o lixo radioativo, proveniente de usinas nucleares).

• Um conjunto de cerca de 70 livros – cada um com entre 5 e 15 “folhas” de chumbo presas por aros de chumbo – foi aparentemente descoberto em um vale remoto e árido no norte da Jordânia, entre 2005 e 2007 após uma enchente.

Referência bibliográfica



= http://pt.scribd.com/doc/91381542/5/Fontes-de-ocorrencia-e-obtencao

= http://www.icz.org.br/chumbo.php

= http://www.crq4.org.br/a_importancia_do_chumbo_na_historia

= http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e08220.html

= http://proex.reitoria.unesp.br/informativo/WebHelp/2004/edi__o57/chumbo.htm

= http://www.coladaweb.com/quimica/eletroquimica/as-baterias-de-chumbo-e-o-meio-ambiente

= LEE, John David. D. Química Inorgânica: não tão concisa. 5 ed. São Paulo: Edgard Blucher, 1999. p 202.

= Ministério de Minas e Energia. Secretária de Minas e Metalurgia. Anuário Estatístico: Setor Metalúrgico. Brasília, Anos 1990/1994 –Brasília, SMM, 1995. 27,3 cm. 101p. anual

= Mineração no Brasil: Previsão de Demanda e Necessidade de Investimento – Brasília: SMM, 2000.

= Produção Mineral - DNPM, 1973.

= ROCHA, Antônio José Dourado –Perfil Analítico de Chumbo. Rio de Janeiro: Departamento Nacional de Produção Mineral