Sem resumo de edição |
Sem resumo de edição |
||
| Linha 1: | Linha 1: | ||
'''GRADY BOOCH''' | '''GRADY BOOCH''' | ||
Cientista chefe da Rational Software Corporation | |||
Pioneiro em trabalhos que dizem respeito a métodos de objetos e aplicações. | |||
Colunista na "Object magazine" e "C++ Report" | |||
Autor de vários best-sellers sobre engenharia de software e desenvolvimento orientado a objeto. | |||
Edita e contribui para a "Object-Oriented Software Engineering Series" publicado pela Addison-Wesley. | |||
Mestre em Engenharia Elétrica. | Mestre em Engenharia Elétrica. | ||
| Linha 24: | Linha 34: | ||
O foco do projeto era o método de Booch e o OMT. | O foco do projeto era o método de Booch e o OMT. | ||
"... o método de Booch era expressivo principalmente durante as fases de projeto e | "... o método de Booch era expressivo principalmente durante as fases de projeto e construção de sistemas..." | ||
"... o OMT era mais útil para análise e sistemas de informações com uso intensivo de dados." | "... o OMT era mais útil para análise e sistemas de informações com uso intensivo de dados." | ||
| Linha 33: | Linha 43: | ||
O modelo foi aceitado por diversas empresas: Digital, Hp, I-Logic, IBM, Microsoft, Oracle, Rational dentre outras que viam a UML como um | O modelo foi aceitado por diversas empresas: Digital, Hp, I-Logic, IBM, Microsoft, Oracle, Rational dentre outras que viam a UML como um | ||
recurso estratégico para seus negócios. A parceria com essas empresas foi de muito importante, pois elas desejavam dedicar recursos com o propósito de trabalhar a favor de uma definição mais forte e mais completa da UML. Consequentemente surgiu a versão 1.0 da | recurso estratégico para seus negócios. A parceria com essas empresas foi de muito importante, pois elas desejavam dedicar recursos com o propósito de trabalhar a favor de uma definição mais forte e mais completa da UML. Consequentemente surgiu a versão 1.0 da UML, padronizada pela OMG (Object Management Group) em janeiro de 1997. A padronização só foi possível mediante a ajuda de Mary Loomis, que convenceu a OMG a solicitar uma proposta(RFP) de linguagem padrão de modelagem. A versão atual é a 2.2. | ||
A criação da UML foi o resultado de três objetivos: | A criação da UML foi o resultado de três objetivos: | ||
Edição das 02h15min de 16 de maio de 2012
GRADY BOOCH
Cientista chefe da Rational Software Corporation
Pioneiro em trabalhos que dizem respeito a métodos de objetos e aplicações.
Colunista na "Object magazine" e "C++ Report"
Autor de vários best-sellers sobre engenharia de software e desenvolvimento orientado a objeto.
Edita e contribui para a "Object-Oriented Software Engineering Series" publicado pela Addison-Wesley.
Mestre em Engenharia Elétrica.
Responsável juntamente com Jacobson e Rumbaugh pelo desenvolvimento de um modelo universal: UML.
Criador do Método de Booch.
Atualmente trabalha na empresa IBM.
História:
As linguagens de modelagem orientadas a objetos surgiram na década de 80, à medida que o pessoal envolvido
com metodologia, diante de um novo gênero de linguagens de programação orientadas a objetos e de aplicações
cada vez mais complexas, começou a experimentar métodos alternativos de análise e projeto.
Na década de 80 já existiam outras linguagens orientadas a objetos como: Objective C, C++ e Eiffel.
Entre os anos de
1989 e 1994 houve um aumento significativo de métodos orientados a objetos. A década de 90 ficou marcada pela
Guerra dos Métodos entre diversos usuários com o intuito, de mostrarem que o seu método atenderia as necessidades
e resolveria todos os problemas. Era necessário a criação de um modelo único. Dentro deste contexto Jacobson, Booch
e Rumbaugh criaram o UML (Unified Model Language), onde se pretendia apresentar um modelo universal que servisse de sustentação
ao desenvolvimento. A UML foi baseada em estudos com mais de 10 anos, e corresponde a um conjunto de diagramas com suas finalidades, porém sem nenhuma ligação ou sequência definida pela linguagem, o que não orienta o processo de desenvolvimento.
O foco do projeto era o método de Booch e o OMT.
"... o método de Booch era expressivo principalmente durante as fases de projeto e construção de sistemas..."
"... o OMT era mais útil para análise e sistemas de informações com uso intensivo de dados."
A manutenção do UML foi assumida pela RTF(Revision Task Force) do OMG responsável por criar as versões 1.3, 1.4 e 1.5. A versão 2.0 foi criada por um maior grupo de parceiros.
O modelo foi aceitado por diversas empresas: Digital, Hp, I-Logic, IBM, Microsoft, Oracle, Rational dentre outras que viam a UML como um recurso estratégico para seus negócios. A parceria com essas empresas foi de muito importante, pois elas desejavam dedicar recursos com o propósito de trabalhar a favor de uma definição mais forte e mais completa da UML. Consequentemente surgiu a versão 1.0 da UML, padronizada pela OMG (Object Management Group) em janeiro de 1997. A padronização só foi possível mediante a ajuda de Mary Loomis, que convenceu a OMG a solicitar uma proposta(RFP) de linguagem padrão de modelagem. A versão atual é a 2.2.
A criação da UML foi o resultado de três objetivos:
- Fazer a modelagem de sistemas com as técnicas orientadas a objetos, do conceito ao artefato executável.
- Incluir questões de escala, inerentes a sistemas complexos e de tarefas críticas.
- Criar uma linguagem de modelagem a ser utilizada por seres humanos e por máquinas.
A linguagem não poderia ser muito simples pois iria limitar a amplitude de problemas que poderiam ser solucionados e não poderia ser muito complexa pois sobrecarregaria o ser humano na resolução de problemas.
- BOOCH, Grady. RUMBAUGH, James; JACOBSON, Ivar. UML: Guia do Usuário. 2ªed. Rio de Janeiro, 2005.
- CARDOSO, Caíque; UML na prática do problema ao sistema. 1ª ed. São Paulo, 2003.